“Parla!” - Arte e criação

Atualizado: 31 de Dez de 2020



Ars longa, vita brevis”

Hipócrates (c. 460 - c. 370), médico grego.



Ars longa, vita brevis” ou “A arte é longa, a vida é curta” é frase famosíssima, atribuída - originalmente - a Hipócrates (c. 460 - c. 370), médico grego considerado um dos fundadores da medicina como disciplina. É citada inúmeras vezes na Antiguidade, por gente como Sêneca (04 a.C. - 65 d.C.), conhecido filósofo e dramaturgo romano, em sua obra “Sobre a brevidade da vida”, Fílon de Alexandria (c. 20 a.C. - 50 d.C.), filósofo judeu de cultura grega, em sua “De vita contemplativa” ou por Luciano (c. 125 - 180), prolífico dramaturgo e satirista assírio, em seu “Hermotimus”. Modernamente, pode ser encontrada também no “Fausto”, de Goethe (1749-1832), entre outros.


A arte está ligada à eternidade, perdura. A vida está presa ao tempo, acaba. O que significa dizer que tanto as criações humanas, quanto o próprio ato de criar têm potencial para transcender o tempo, alongar-se no cosmos, podem ser levados adiante, compartilhados com outros que não aqueles que as viram nascer. O fazer humano ou o ser humano como aquele que pensa e produz, isso é o que é “longo”, maior do que a vida.


Se contemplo uma pirâmide egípcia, uma edição medieval do Corão, um serrote ou uma estação espacial, percebo que alguém - humano como eu - existiu e deixou algo para mim, para outros. Do mesmo modo, aprendo com aquele objeto que também eu posso (e talvez deva) deixar marcas maiores do que eu para aqueles que virão.



[A partir de: TOSI, Renzo. - Dicionário de Sentenças Latinas e Gregas.

São Paulo: WMF / Martins Fontes, 2010. - p. 75.]



#arte #medicina #antiguidade

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